De hoje a 29/02/2008 estão abertas as inscrições para audiovisual junto ao Ministério da Cultura. São sete editais e a verba é de R$ 9.8 milhões: curta-metragem animação (10 selecionados a R$ 60 mil cada), curta-metragem para egressos ou participantes de projetos sociais (20 selecionados a R$ 30 mil cada), curta-metragem ficção, documental ou experimental (20 selecionados a R$ 80 mil cada), curta-metragem infanto-juvenil (20 selecionados a R$ 60 mil cada), desenvolvimento de roteiros (10 selecionados a R$ 50 mil cada), longa metragem da baixo orçamento (5 selecionados a R$ 1 milhão cada) e desenvolvimento de série de animação para TV (10 selecionados a R$ 30 mil cada).
Os editais possuem uma política de facilitação para empreendores estreantes.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Editais de Fomento à Produção Audiovisual 2007/2008
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Carolina de Castro Wanderley
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sábado, 24 de novembro de 2007
Ingressos a R$ 6,00 na rede Cinemark
A rede Cinemark de salas de cinema estará de segunda a quinta-feira com ingressos por seis reais (inteira) e três reais (meia), em toda sua rede de 358 salas da rede. São dez anos da Cinemark, com 202.915.305 ingressos vendidos. A promoção comemora a grande marca.
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quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Projeto Cinearte Sarau Petrobrás
Falamos anteriormente do Trem da Vale, percorrendo o Brasil, levando cinema à população.
Dia 24, sábado, uma outra iniciativa de difusão de cinema, chega agora a Curitiba. É o Projeto Cinearte Sarau Petrobras.
Conforme o texto dado pela Fundação Cultural:
"Em 2007, o projeto Cienarte Sarau Petrobras iniciou sua itinerância pelo sul do país, com a previsão de percorrer 75 cidades de oito estados brasileiros, até o final do ano. Com o nome ampliado para Cinearte Sarau Petrobras Brasil Adentro, o projeto promove exibições de filmes nacionais em um telão inflável de 14m x 9 m, apresentações de grupos locais de teatro e circo, além de oficinas e cursos de gestão cultural para formação de novos produtores culturais. Em Curitiba, a programação deste sábado (24), a partir das 19h, no Largo da Ordem, conta com o espetáculo de palhaços “Café Pequeno da Silva e Psiu”, do Grupo Off-Sina (RJ) e projeção do filme “O ano em que meus pais saíram de férias”.
Ao percorrer Minas Gerais em 2006, quando foi criado, o projeto Cinearte Sarau Petrobras atingiu um público aproximado de 30 mil pessoas, em 34 municípios. Ao aumentar seu alcance, o projeto tem por objetivo ampliar o intercâmbio cultural das diversas manifestações artísticas regionais, aproximando a população do artista e do fazer artístico. Além de oferecer atividades culturais gratuitas à população, o projeto visa à revitalização de espaços de importância histórica e cultural das principais cidades brasileiras. “Somente com a consciência de que a memória cultural de um país é um dos eixos para a construção de uma sociedade mais íntegra e harmoniosa, é que a preservação de nossa história estará garantida”, destaca Mauro Maya, idealizador e coordenador do projeto.
O Cinearte Sarau Brasil Adentro é patrocinado pela Petrobras e realizado pela Art Brasil, empresa mineira que atua no mercado há seis anos, prestando serviço de consultoria de patrocínio, produção e marketing cultural. Em todas as ações o projeto tem selecionado grupos de teatro e circo locais, propiciando fomento e intercâmbio da cultura brasileira. Depois de Curitiba, o Cinearte vai a Blumenau / SC (dia 25), Araucária / PR (dia 26), São Mateus / PR (27), Joinville / SC (dia 28) e Florianópolis / SC (dia 28)."
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quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Cinema nos Trilhos
Notável o projeto cultural Cinema nos Trilhos, da Fundação Vale, da Companhia Vale do Rio Doce: arte, inclusão social, atividade lúdica, democratização.
Em pequenos municípios do interior do Brasil da Estrada de Ferro Carajás, nos Estados do Maranhão e Pará, onde por vezes as pessoas nem conhecem ainda o cinema, a caravana chega e exibe filmes em tela grande. Também são feitos vídeos com a história das pessoas que particiam do projeto, tornando-se estes os artistas então. Além disso, várias outras atividades culturais cercam a passagem do Cinema nos Trilhos, inclusive com as crianças. O projeto também abrange Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Goiás.
Clique aqui, conheça o vídeo do Cinema nos Trilhos e se emocione.
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terça-feira, 20 de novembro de 2007
Fahrenheit 911 e Direitos Autorais
Curioso o ocorrido na Universidade Federal do Espírito Santo no mês de setembro passado: desde 2004 funciona na universidade o Cine Falcatrua, onde acontece a Jornada Nacional de Cineclubes Brasileiros. Neste ano porém surgiu uma condenação a pagamento de indenização por danos morais e patrimoniais por causa da exibição do filme "Fahrenheit 911", do cineasta Michel Moore. O autor da ação foi o consórcio Europa, distribuidor do filme. O consórcio Europa ainda pede a "destruição dos equipamentos usados para as exibições". A sentença determinou multa diária de R$ 10 mil se a UFES persistir na exibição de outros filmes.
Mas a parte interessante ainda está por vir: segundo o site Mídia Independente, em entrevista recente, o cineasta Michel Moore afirmou: "Não concordo com as leis de direitos autorais e não quero criar um problema com pessoas que querem apenas assistir aos filmes. Enquanto não tentarem lucrar com o meu trabalho, para mim está tudo bem". O site informa que as exibições no Cine Falcatrua costumam ser gratuitas, respeitando assim a legítima decisão do autor.
Daí vêm aquelas conhecidas críticas aos escritórios centrais de arrecadação e assemelhados, quando não seguem as orientações dos autores das obras. Daí também surgem os grandes conflitos entre as novas tecnologias e os antigos parâmetros de manejo do direito autoral.
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segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Isenção de recolhimento de Ecad pelos cinemas
Por Maria Fernanda Erdelyi, do Consultor Jurídico.
"O projeto de lei que desobriga os exibidores de cinema de pagar 2,5% de sua arrecadação ao Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) virou alvo de críticas da superintendente executiva da entidade, Glória Braga. “Este projeto de lei é uma aberração jurídica e minimiza a importância da música no filme”, afirma. A proposta está pronta para votação no plenário do Senado.
Glória diz que, se virar lei, o projeto deve criar uma situação de constrangimento. Segundo ela, a proposta contraria tratados com outros países. Hoje, o Ecad recolhe direitos autorais tanto de filmes nacionais como de filmes estrangeiros. Os exibidores de cinema, é claro, concordam com o projeto e defendem sua aprovação. Para eles, a cobrança feita pelo Ecad é alta e pouco beneficia o compositor nacional.
De acordo com Ricardo Difini Leite, presidente da Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas (Feneec) – entidade sindical que congrega todos os sindicatos que representam as exibidoras de cinema – apenas 10% do conteúdo exibido hoje nos cinemas é nacional. Assim, diz ele, dos cerca de R$ 15 milhões repassados ao Ecad, apenas R$ 1,5 milhão chega aos compositores brasileiros. O resto sai do país para os compositores dos filmes internacionais.
Os exibidores argumentam, ainda, que exibem filmes e não música. E mais: chegarão ao fim se concordarem com os valores impostos pelo Ecad, de 2,5% sobre a receita bruta. Atualmente, os exibidores pagam 47,5% da receita bruta da exibição de filmes aos distribuidores incluídos os direitos devidos ao diretor, ao roteirista e aos músicos que participam da obra.
O projeto de lei nasceu no Senado há três anos e, para muitos, como a superintendente executiva do Ecad, foi uma surpresa saber que a proposta continua viva depois de tanto tempo e pronta para votação. Numa tentativa de salvar parte da arrecadação do Ecad, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) propôs emenda ao projeto no sentido de isentar de contribuição apenas os filmes internacionais. A idéia é manter a cobrança sobre os nacionais. Contudo, o relator do projeto no plenário do Senado, senador César Borges (PR - BA), já deu parecer pela rejeição da emenda.
Revista Consultor Jurídico, 19 de novembro de 2007"
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quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Cultura do Surf
Da Folha Online
Na Oca, em São Paulo, acontece hoje o Festival Alma Surf , que mostra a cultura do surf como manifestação de não mais uma geração, mas de um grande público. Conta com exposição de pranchas, quadros e fotos, exibição filmes e shows musicais com Donavon Frankenreiter, Ben Harper, Matt Grundy, ALO (com Jack Johnson).
O festioval, que depois segue para Florianópolis, é uma demonstração da cultura jovem de um tempo, que se sedimentou como cultura de massa nas gerações seguintes, com possibilidades imensas de produções em todo o mundo.
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BNDES muda as regras para produção audiovisual
Do Estadão
"RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou em comunicado aprovação de alteração no regulamento do banco para operações de investimento na atividade audiovisual. De acordo com a instituição, a alteração permite que produtoras independentes obtenham financiamento e recursos não-reembolsáveis para a realização de filmes, documentários e animação para a TV.
Segundo o banco, trata-se de uma extensão do apoio já concedido ao cinema, agora exclusivamente para projetos com distribuição e exibição em TVs nacionais e estrangeiras, garantidas por meio de co-produções internacionais. "Com a mudança, o banco disponibilizará R$ 6 milhões por ano em recursos não-reembolsáveis (dotação máxima), para as produções independentes de TV", esclareceu o BNDES.
O banco informou ainda que os investimentos para projetos audiovisuais voltados para exibição em televisão devem atender vários requisitos. Entre eles, é necessária aprovação do BNDES para um pleito de financiamento no âmbito do Programa de Apoio à Cadeia Produtiva do Audiovisual (Procult).
De acordo com informações do banco, estimativas mostram que existem, atualmente, cerca de 70 projetos audiovisuais com acordos de co-produção internacional firmados, sem conseguir recursos correspondentes à parte brasileira. Na avaliação do banco, a nova modalidade anunciada hoje pelo banco pretende contribuir para suprir essa lacuna."
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quarta-feira, 7 de novembro de 2007
12ª Mostra do Filme Etnográfico
Ontem, 06/11, houve a abertura da 12ª Mostra de Filme Etnográfico, que acontecerá até 12/11.
Num grande debate sobre o cinema etnográfico e as questões imateriais, sobre as culturas populares e sobre a antropologia visual, a mostra reune 107 filmes selecionados, em exibição no Cinema 2, da CAIXA Cultural (sede da Mostra em 2007) e no Cinema Espaço Museu da República.
Maiores informações você encontra aqui.
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segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Brasileirinho
Brasileirinho é o título de um choro composto em 1947 por Waldir Azevedo, considerado por muitos o melhor exemplo do gênero.
Mas é também o nome de uma recente e qualificada produção cinematográfica nacional, filme do finlandês de Mika Kaurismäki, que tem sido elogiado por muitos e bons.
Já de cara, o site do filme já está uma delícia, apontando a qualidade da trilha sonora. De lá extraímos a sinopse abaixo:
"Um emocionante passeio pela história do Choro, suas origens, primeiros adeptos, e ainda, um importante registro do Choro atual, feito por novos e apaixonados músicos, que mantém vivo e pulsante esse gênero musical tão diverso quanto rico.
Durante uma tradicional Roda de Choro, o Trio Madeira Brasil, composto por destacados músicos de Choro como Marcello Gonçalves (violão de 7 cordas), Zé Paulo Becker (violão) e Rolando do Bandolim, apresenta aos demais músicos convidados um projeto de show, e convida-os a participar.
Paralelamente, seja nas sessões de Roda, em suas próprias casas, ou tendo “cartões postais” do Rio de Janeiro ao fundo, alguns dos maiores expoentes do Choro tocam e lembram passagens essenciais da história desta música urbana do Brasil, como por exemplo a Era do Rádio, das Big Bands, e das gafieiras tradicionais, que aconteciam a céu aberto, no interior do país.
O conceito de “BRASILEIRINHO”, porém, é focalizar na vitalidade atual do Choro. Nesse contexto, uma olhada no workshop semanal de Choro no Rio de Janeiro, com mais de 300 participantes de todas as idades, ilustra, sem constrangimentos o autêntico jeito brasileiro de tocar e improvisar música, com níveis de qualidade impressionantes. O filme culmina com um concerto em um tradicional teatro do estado do Rio de Janeiro - o Teatro Municipal de Niterói. Durante o show, os artistas resumem, de forma espetacular, a opulência dos ritmos e melodias do Choro, um dos melhores e mais autênticos estilos musicais do Brasil."
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Rede Cinemark exibe hoje filmes brasileiros a R$ 2
A rede Cinemark realiza hoje a oitava edição do "Projeta Brasil", com a exibição somente filmes brasileiros, com ingressos a R$ 2,00. A renda obtida com a bilheteria é destinada a filmes e produtores premiados em festivais pelo país afora.
São este ano 25 filmes recentes, dentre os quais "A Grande Família", de Maurício Farias e "Tropa de Elite", de José Padilha.
A programação do evento você confere aqui.
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sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Mais sobre negócios abertos, Good Copy Bad Copy, Cinema Nigeriano e Tecnobrega
O que teriam em comum os tópicos relacionados no tema dessa postagem?
Juliano Spyer, no Websider já há alguns meses relacionou os temais quando falou do Tecnobrega do Pará como um dos melhores cases de open business que conhecemos. Conta como essa nova cultura musical funciona como um modelo de negócios descentralizado: os músicos ou DJs gravam músicas, muitas delas inclusive "remixes" de outras músicas já conhecidas e, via camelôs, divulgam suas composições a custos mínimos. São em média R$ 4,00 por CD e R$ 10,00 por DVD. O estúdio em que são gravadas as músicas são geralmente na própria casa do músico ou produtor, mas sempre com tecnologia de ponta em informática.
As músicas mais compradas no mercado de camelôs (e eles vendem muito mesmo), se tornam interessantes para as rádios e para os chamados "aparelhos" que produzem shows com grande público (cerca de 5.000 pessoas, segundo Ronaldo Lemos em Good Copy Bad Copy). O compositor ou banda do sucesso não é remunerado na venda das cópias na rua. Só no advento do show, quando é convidado a participar.
Segundo Juliano Spyer, o tecnobrega é a música mais ouvida no Pará: 73 bandas, 273 aparelhagens de som e 259 vendedores de rua.
É um exemplo de economia contemporânea, que sob certos aspectos encontra respaldo na teoria da Cauda Longa, de Chris Anderson, onde os nichos de mercado são criados pelo consumo e não pela oferta.
Estudado pela FGV, o Tecnobrega se assemelha ainda ao cinema nigeriano, também citado no filme Good Copy Bad Copy.
"Voltada totalmente para o mercado de DVDs, a Nigéria tornou-se o principal produtor de longas do mundo, com cerca de 1.200 filmes/ano (Hollywood faz a metade disso). Os filmes, que custam entre US$ 30 mil e US$ 100 mil, são vendidos em DVDs nas ruas, por US$ 3. É a segunda fonte de empregos no país, atrás apenas da agricultura", conta Juliano Spyer.
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quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Mostra de filmes BRDE
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, tendo auxiliado na finalização de seis filmes nos Estados de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, realiza em outubro e novembro, em suas agências, a 1ª Mostra BRDE de Audiovisual.
Em Curitiba, no Espaço Cultural BRDE, o Palacete dos Leões, dias 29, 30 e 31/10/2007, sempre às 19 horas, haverá apresentação do média-metragem “O Brasil de Saint Hilaire - Campos Gerais do Paraná”, de Berenice Mendes, e dos curtas “Inferno”, de Geraldo Pioli, e “Viva Volta”, de Heloísa Passos.
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terça-feira, 23 de outubro de 2007
Good Copy Bad Copy
Um polêmico documentário está participando da 31ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, de 19/10 a 01/11/2007: Good Copy Bad Copy.
O documentário dinamarquês sobre cultura e direitos autorais, dos diretores Andreas Johnsen, Herik Moltke e Ralf Christensen, será exibido dia 26/10, sexta-feira, às 14 horas, em sessão dupla.
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segunda-feira, 15 de outubro de 2007
domingo, 14 de outubro de 2007
Errata - Noel Rosa
O leitor Sebastião Luna, de São Luís do Maranhão nos escreveu:
"Em uma nota abaixo é dado o ano de 1938 como o do falecimento de Noel Rosa. Na verdade, já se completaram os 70 anos da morte do Poeta da Vila, pois este faleceu em 04 de maio de 1937. Atenciosamente."
Ele tem razão. O compositor Noel de Medeiros Rosa nasceu no Rio de Janeiro em 11 de dezembro de 1910 e faleceu na mesma cidade em 04 de maio de 1937. Assim o 70º aniversário de sua morte já aconteceu. Erramos ao dizer que isso se daria em janeiro de 2008.
No entanto, no que diz respeito à liberação de sua obra, a Lei 9610/98 diz expressamente:
"Art. 41. Os direitos patrimoniais do autor perduram por setenta anos contados de 1° de janeiro do ano subseqüente ao de seu falecimento, obedecida a ordem sucessória da lei civil.
Parágrafo único. Aplica-se às obras póstumas o prazo de proteção a que alude o caput deste artigo."
Assim, em primeiro de janeiro de 2008 a obra de Noel Rosa cairá em domínio público.
Agradecemos o leitor Sebastião por sua manifestação muito oportuna!
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quarta-feira, 10 de outubro de 2007
A obra de Noel Rosa
No mês de janeiro de 2008 Noel Rosa completará 70 anos de falecimento. Assim, a obra de mais de duzentas músicas de um dos mais importantes compositores brasileiros cairá em domínio público, de acordo com a Lei 9610/98.
A partir de janeiro, dessa forma, não haverá mais pagamento de direitos autorais sobre sua obra: será permitida a livre reprodução de suas músicas e a vantagem financeira decorrente disto. O domínio público já havia alcançado a obra de Ernesto Nazareth, Sinhô e de Chiquinha Gonzaga. Agora, considerando a importância do compositor da Vila na música nacional, muitos produtores estão de olho na liberação de uso do que ele compôs.
No entanto, nem sempre os detentores de direitos autorais tem aceitado que conjuntos de obras caiam no domínio público. Muito conhecido ficou o movimento que "alargou" para 95 anos o direito de uso restrido do Mickey, o "Mickey Mouse Act" nos Estados Unidos, que iria ser liberado.
Abaixo o trailer do filme de Ricardo van Steen sobre a vida de Noel Rosa que deverá chegar aos cinemas agora
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Tem cultura, arte, entretenimento e direito: tudo misturado.
