A responsabilidade socioambiental empresarial veio para ficar, graças a Deus: quando o poder público desenvolve mecanismos criando oportunidades do empresariado atuar, vemos que muitas questões são resolvidas com beleza e criatividade.
A Prefeitura Municipal de Curitiba tem lançado editais para que a iniciativa privada adote espaços públicos e lhes dê perfeita conservação, em troca de publicidade no local. É uma tendência moderna de gestão pública, segundo o próprio Prefeito Beto Richa.
A parceria já foi firmada com a empresa TCV - Tecnologia em Comunicação Visual Ltda., de Recife, que por um ano estará encarregada de reformar, limpar e manter os relógios da Praça Osório, da Rua XV de Novembro e da Praça Garibaldi, conhecido como Relógio das Flores do Largo da Ordem. Em contrapartida, a empresa poderá instalar uma peça publicitária suas de 40 por 80 centímetros junto ao bem público "adotado", ganhando em marketing.
Nos próximos dias será a vez das praças de Curitiba, que melhor conservadas, limpas e iluminadas, oferecerão um ambiente mais seguro. Várias empresas já têm se adiantado, e procurado a Prefeitura para "adotar" uma praça da cidade. E não só as históricas e centrais são escolhidas, porque também os locais públicos da periferia poderão ser conservados pelo empresariado que assim o deseje.
Economia para o Município, atuação consciente da iniciativa privada, conservação dos bens públicos, tudo em um só ato.
Maiores informações: Secretaria do Meio Ambiente de Curitiba-PR. Telefone (41) 3350-9181.
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Que tal adotar uma praça?
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Carolina de Castro Wanderley
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sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Produção e gestão
"O pensamento estratégico dos produtores e gestores culturais é o ponto de partida para dois dias de palestras e discussões sobre o universo da produção e gestão cultural. No I Seminário de Produção e Gestão Cultural, promovido pela Escola São Paulo, seis profissionais apresentarão questões relevantes sobre políticas culturais públicas e privadas, os processos de produção, planejamento, orçamentos, formação de equipe, captação de recursos e planos de comunicação, entre outros temas.
O evento será realizado nos dias 10 e 11 de novembro, no Shopping Iguatemi São Paulo, Cinemark, sala 1 (Av. Brigadeiro Faria Lima, 2232, Jardim Paulistano, São Paulo, SP) e o valor do investimento é R$ 350,00. Inscrições e outras informações pelo telefone (11) 3081-0364 e no endereço www.escolasaopaulo.org."
Fonte: Boletim Democratização Cultural Votorantim
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terça-feira, 16 de outubro de 2007
Os maiores incentivadores da cultura nacional
Sabe quais são as empresas que mais investem em cultura no Brasil?
No site do Banco de Cultura você fica sabendo, de acordo com o Ministério da Cultura divulgou para 2006. Quem encabeça a lista é a Petrobrás, seguida por Banco do Brasil, Eletrobrás, Vale do Rio Doce e Bradesco.
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segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Mídias convergentes e empreendimentos culturais
O ramo do entretenimento, aí abrangendo um número maior de manifestações do que simplesmente a cultura, tem tido crescimento muito grande dentre as áreas empresariais.
No entanto, há a possibilidade de um empreendimento cultural estar englobado pela indústria do entretenimento e assim o é, frequentemente.
As grandes e notórias iniciativas culturais dos últimos tempos têm usado os mecanismos do show business: tecnologia, visão empresarial, consultoria jurídica, benefícios fiscais e a convergência de mídias.
Veja-se, por exemplo um filme, que ao ser lançado, traz uma série de outros produtos agregados: DVDs, CDs, trilha sonora transporta para toques de celular, jogos de vídeo-game com os personagens e enredo, papéis de parede e descanso de tela para computador, além de conceitos em moda e outras formas de consumo. Tudo isso é passado para não mais o mero espectador, mas para o espectador-consumidor.
Para isso tem que estar atento o empreendedor cultural, sob pena de, não aderindo à convergência de mídias, a pirataria o fazer em seu lugar!
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quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Refletindo sobre o PAC Cultural
O governo federal declara ser um grande marco na cultura nacional o Programa Mais Cultura.
As diretrizes da ação proposta casam com o que a South-South Coorporation da ONU, o PNUD e a UNCTAD entendem ser a melhor estratégia para desenvolvimento dos países da região sul: a Economia Criativa.
O novo modelo de gestão é bastante empolgante: de modo não mais vertical, mas trabalhando em rede, a economia muda do foco do século XX, baseado na exploração dos recursos, para um conceito de sustentabilidade não só ambiental como também social. As iniciativas de criatividade dos povos, principalmente nos países em desenvolvimento, passam a ser incentivadas como forma de transformação de riqueza humana em riqueza financeira: os modos, maneiras, hábitos do povo, que compreendem seu conjunto cultural, com a participação do terceiro setor já sedimentado como parte da economia mostram essa alquimia.
O empreendedorismo cultural, se atentar para esse novo modelo de Economia Criativa, muito terá a acrescentar.
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PAC Cultural
Quinta-feira última, dia 04, foi lançado pelo presidente Lula o PAC Cultural.
Consiste em investimento de R$ 4,7 bi em políticas culturais até o fim do mandato, além da marca de 20 mil pontos de cultura em 2010.
Ficou claro no discurso do presidente que é esperada a participação da sociedade para a realização de tais metas: parcerias com instituições financeiras já prevêm o investimento em crédito e microcrédito na marca de R$ 375 milhões.
Os olhos do programa se voltaram para questões sociais: populações com altos índices de violência, saúde e educação instisfatórias, territórios de identidade cultural a ser preservada como os quilombos e regiões especiais, como o semi-árido.
Também foi anunciado o breve lançamento do Vale-Cultura, onde as empresas incentivarão a formação cultural de seus empregados, via deduções fiscais.
Fonte: Ministério da Cultura.
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terça-feira, 9 de outubro de 2007
O que eu ganho com isso?
Como produtora cultural, vendo a busca de apoio financeiro e patrocínio para projetos , volta e meia ouço o empresário dizer "mas o que eu ganho com isso?". Me dá uma dor no coração...
Além da questão da sustentabilidade que já tratamos anteriormente, além da responsabilidade socioambiental da empresa, que hoje em dia já é até passível de controle através do balanço social... o que mais a empresa ganha?
Ganha ainda marketing corporativo. Aparece em todo material promocional do espetáculo, CD, livro. Agrega valor a sua marca. Dependendo da modalidade de patrocínio, ainda tem retorno financeiro de parte ou até de tudo o que investiu, via renúncia fiscal do poder público.
Logo, veja, empresário: você ganha muito. E dá muito também à sociedade.
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Carolina de Castro Wanderley
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Tem cultura, arte, entretenimento e direito: tudo misturado.